Ortopedista Especializado para as Mãos de Concórdia e Meio Oeste de Santa Catarina

Lesão por Esforço Repetitivo (LER/DORT): quando a dor nas mãos começa a atrapalhar a rotina

Lesão por Esforço Repetitivo (LER/DORT): quando a dor nas mãos começa a atrapalhar a rotina

A LER, sigla para Lesão por Esforço Repetitivo, e a DORT, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, referem-se a problemas que acometem tendões, músculos e nervos em quem realiza movimentos repetitivos ou trabalha em posturas inadequadas. Na prática clínica brasileira, ambos os termos são usados; “LER” é mais popular entre os pacientes, enquanto “DORT” é mais abrangente no contexto de saúde do trabalhador por incluir fatores ergonômicos, organizacionais e psicossociais do trabalho. Em resumo: falamos da mesma família de condições, mas “DORT” costuma ser o guarda-chuva mais amplo. O quadro geralmente começa de maneira silenciosa e pode evoluir para dor constante, perda de força e limitação nas tarefas do dia a dia se não tratado desde o início.

Por que essas lesões surgem

Elas aparecem quando o corpo é exposto a movimentos repetitivos, força excessiva ou posturas mantidas por muito tempo sem pausas adequadas. Digitadores, costureiras, motoristas, trabalhadores de linha de produção e até quem passa horas no celular podem acumular microlesões. Com o tempo, surge inflamação e, em alguns casos, compressão de nervos levando a dor, formigamento e fraqueza.

Como o diagnóstico é feito

O diagnóstico é essencialmente clínico. Durante a consulta, o ortopedista investiga o tipo de atividade, a intensidade e o padrão da dor, avalia sensibilidade, amplitude de movimento, pontos dolorosos e sinais de compressão nervosa. Exames como ultrassom, eletroneuromiografia e ressonância são indicados quando há suspeita de lesão persistente ou perda funcional. Em casos específicos, podemos diferenciar LER/DORT de outras causas de dor e rigidez, como Rigidez em Mãos e Dedos – Contratura de Dupuytren, que tem manejo distinto.

[caption id="attachment_422" align="aligncenter" width="1200"]Pessoa com a mão enfaixada devido à dor e lesão por esforço repetitivo, ilustrando DORT e LER. Tratamento com ortopedista especialista em mão em Concórdia – SC. Mão enfaixada após crise dolorosa por LER/DORT.[/caption]

Tratamento e passos para recuperação

O primeiro passo é ajustar a causa: revisar ergonomia, fracionar tarefas, programar pausas e orientar a técnica de movimento. Analgésicos, fisioterapia, fortalecimento e órteses temporárias ajudam a reduzir a inflamação e a recuperar a função. Quando há compressão nervosa importante ou falha do tratamento conservador, a cirurgia pode ser necessária para evitar sequelas. Em situações com dor persistente após traumas, avalia-se também a presença de fraturas ou instabilidades — situações discutidas em Fraturas da Mão: quando o gesso não basta.

Dúvidas frequentes sobre LER/DORT (FAQ)

1) Só quem trabalha em escritório tem LER/DORT?

Não. Atividades domésticas, artesanato, música, esportes e uso intenso do celular também geram sobrecarga. O fator comum é a repetição sem recuperação adequada.

2) Posso usar órtese por conta própria?

O uso indiscriminado pode gerar rigidez e fraqueza. Órteses ajudam em fases específicas e por tempo limitado, dentro de um plano que inclui ajustes ergonômicos e reabilitação orientada.

3) Exercícios e alongamentos resolvem sozinhos?

Eles são parte importante do tratamento, mas não substituem a correção da causa (postura, ritmo, pausas) nem a avaliação médica quando há sinais de alarme, como formigamento persistente, perda de força ou dor noturna.

Se você sente dor ao digitar, costurar ou realizar tarefas repetitivas, procure avaliação precoce. Em Concórdia, a consulta com ortopedista especialista em cirurgia da mão permite diagnóstico preciso e tratamento direcionado, aumentando as chances de recuperação completa e segura para retornar às suas atividades.

Amadio PC. Repetitive stress injury. J Hand Surg Am. 2001.



Fraturas da Mão: quando o gesso não basta

Fraturas da Mão: quando o gesso não basta

As fraturas da mão são diferentes de outras fraturas do corpo. Ossos pequenos, articulações delicadas e necessidade de movimentos finos exigem diagnóstico preciso e tratamento individualizado. Em muitos casos, o gesso é suficiente; em outros, é necessário recorrer à cirurgia com materiais específicos para evitar sequelas como dor, rigidez, deformidade e perda de função.

Quando o gesso é suficiente?

Fraturas estáveis, sem desvio e fora das superfícies articulares tendem a evoluir bem com imobilização. O sucesso depende de alinhamento adequado, tempo correto de uso do gesso e acompanhamento radiográfico.

Sinais de que o gesso não basta

• Desvio do osso, encurtamento ou rotação dos dedos
• Fraturas que comprometem a articulação (intra-articulares)
• Fraturas cominutivas (em vários fragmentos) ou instáveis
• Fraturas expostas
• Perda de função imediata com desalinhamento visível
• Falha do tratamento conservador após reavaliação

Esses cenários costumam indicar necessidade de fixação interna para restaurar o alinhamento e permitir reabilitação precoce.

[caption id="attachment_394" align="alignleft" width="512"]Mão com sinais de artrose; imagem ilustrativa usada por Dr. Arthur Arantes, ortopedista em Concórdia-SC Artrose e fraturas podem causar deformidades nas Mãos.[/caption]

Por que usar placas e parafusos específicos para a mão

Implantes para a mão são desenhados para a anatomia local. Oferecem baixo perfil, furos e formatos que respeitam a curvatura óssea, e permitem técnicas como fixação bloqueada.

• Precisão: melhor adaptação à anatomia e ao traço da fratura
• Estabilidade: manutenção do alinhamento durante a consolidação
• Mobilização precoce: redução de rigidez e tempo de reabilitação
• Menos sequelas: menor risco de deformidades e perda de movimento

Quando procurar um especialista em Concórdia - SC

Se há dor importante, deformidade, desvio do dedo, limitação de movimento ou fratura articular, procure avaliação com ortopedista especialista em cirurgia da mão.

A indicação correta entre gesso e cirurgia, com uso de materiais específicos quando necessário, reduz o risco de sequelas e acelera o retorno às atividades.

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Dr. Arthur Arantes de Oliveira

Ortopedista Especialista em Cirurgia da Mão em Concórdia SC.

Consultas convênios e particular no Hospital São Francisco.

Agende sua consulta: WhatsApp 49 8402-2176 | Telefone 3441-4562.

Top 5 profissões que mais causam lesões nas mãos – e como se prevenir

Top 5 profissões que mais causam lesões nas mãos – e como se prevenir

As mãos estão entre as ferramentas mais valiosas do corpo humano — e algumas profissões exigem tanto delas que acabam levando a dores, lesões crônicas ou até cirurgias. Se você trabalha com esforço repetitivo, uso intenso das mãos ou exposição a riscos físicos, este conteúdo é para você.

Como ortopedista especialista em cirurgia da mão, acompanho diariamente pacientes que ignoraram sinais iniciais e hoje enfrentam limitações no trabalho e na vida pessoal. Abaixo, listei as 5 profissões que mais causam lesões nas mãos, os principais problemas que surgem e o que pode ser feito para prevenir.


1. Digitadores e profissionais que usam computador por longas horas

Riscos mais comuns:

  • Síndrome do túnel do carpo

  • Tendinites (principalmente nos extensores dos dedos)

  • Dor no punho e formigamento

Por quê?
A repetição constante dos mesmos movimentos, postura inadequada e falta de pausas sobrecarregam estruturas delicadas como tendões e nervos.

Prevenção:

  • Ergonomia no trabalho: altura da mesa, apoio para punho, teclado anatômico

  • Pausas a cada 45-60 minutos

  • Exercícios de alongamento e mobilidade


2. Cabeleireiros e barbeiros

Riscos mais comuns:

  • Tendinite de Quervain (no polegar)

  • Dores no punho e na base do polegar

  • Lesões por esforço repetitivo (LER)

Por quê?
O uso constante de tesouras e escovas exige precisão, força e controle fino dos dedos, muitas vezes em posturas forçadas.

Prevenção:

  • Tesouras ergonômicas

  • Técnicas de corte que alternem a posição da mão

  • Fortalecimento e alongamento dos músculos do antebraço e polegar


3. Marceneiros e profissionais da construção

Riscos mais comuns:

  • Fraturas por trauma direto

  • Lesões de tendões e nervos

  • Cortes profundos e amputações parciais

Por quê?
O uso de ferramentas pesadas e cortantes, além do risco de acidentes com máquinas, torna essa profissão uma das mais perigosas para as mãos.

Prevenção:

  • Equipamentos de proteção individual (luvas de segurança adequadas)

  • Treinamento constante no uso das ferramentas

  • Atenção redobrada ao manuseio de serra, lixadeira e parafusadeiras


4. Dentistas e profissionais da saúde bucal

Riscos mais comuns:

  • Síndrome do túnel do carpo

  • Fadiga muscular nas mãos

  • Dores crônicas por tensão e movimentos finos

Por quê?
Esses profissionais realizam movimentos delicados e contínuos por longos períodos, muitas vezes em posições desconfortáveis.

Prevenção:

  • Pausas entre atendimentos

  • Exercícios específicos para relaxar punhos e dedos

  • Correção da postura e posicionamento adequado da cadeira odontológica


5. Atletas – especialmente os que praticam esportes de luta

Riscos mais comuns:

  • Fraturas (metacarpos, falanges)

  • Ruptura de ligamentos dos dedos

  • Luxações e entorses

Por quê?
A força de impacto, o contato físico direto e o risco de quedas tornam as mãos alvos frequentes de lesões em esportes como jiu-jitsu, boxe e judô.

Prevenção:

  • Técnicas de queda e defesa bem aplicadas

  • Uso de faixas e protetores adequados

  • Fortalecimento da musculatura de punho e antebraço


Quando procurar um especialista em mão?

Muitos profissionais ignoram os primeiros sintomas: formigamento, dormência, dor ao final do expediente ou perda de força. Com o tempo, essas lesões podem se tornar crônicas ou até exigir cirurgia.

Se você atua em alguma das profissões citadas e percebe que sua mão não responde como antes, é importante buscar uma avaliação precoce com um ortopedista especializado em mão. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de evitar complicações e afastamentos do trabalho.


Dr. Arthur Arantes – Ortopedista e Cirurgião da Mão

Sou médico ortopedista especializado em cirurgia da mão, e atendo casos de dor, lesões por esforço repetitivo, fraturas e problemas nos nervos e tendões da mão. Se você sente dor ou desconforto no trabalho, agende uma consulta para entender melhor o que está acontecendo com sua mão e quais são as opções de tratamento.

Rigidez em Mãos e Dedos - Contratura de Dupuytren

Rigidez em Mãos e Dedos - Contratura de Dupuytren

Contratura de Dupuytren: o que é e como é feito o diagnóstico?

Rigidez em dedos das mãos não é algo natural e associado ao envelhecimento. Entenda o que é a Contratura de Dupuytren e a importância de identificar essa patologia no início para um bom tratamento.

Imagem de uma mão com contratura de Dupuytren, mostrando os sinais típicos da doença, como flexão dos dedos e formação de nódulos na palma. A contratura de Dupuytren é uma condição ortopédica que afeta a fáscia palmar e pode ser tratada com cirurgia. Consultório especializado em cirurgia da mão em Concórdia, SC - Dr. Arthur Arantes
Imagem representativa de uma mão afetada pela contratura de Dupuytren, mostrando "corda" típica e dedo rígido.

A contratura de Dupuytren é uma condição progressiva que afeta a fáscia palmar, levando à formação de nódulos e cordões fibróticos que causam a flexão permanente dos dedos. O diagnóstico dessa condição deve ser realizado por um médico capacitado, preferencialmente um especialista em cirurgia da mão, garantindo uma avaliação precisa e um plano de tratamento adequado.

Exame Clínico

O diagnóstico da contratura de Dupuytren é essencialmente clínico. O especialista avalia os sinais característicos da doença, como:

  • Presença de nódulos na palma da mão: Pequenos caroços endurecidos sob a pele, frequentemente indolores.
  • Formação de cordões fibróticos: Estruturas endurecidas que podem se estender dos nódulos até os dedos.
  • Dificuldade na extensão dos dedos: Com o avanço da doença, os dedos, especialmente o anelar e o mínimo, começam a se curvar progressivamente em direção à palma.
  • Teste da mesa: O paciente tenta apoiar a mão completamente sobre uma superfície plana. Se houver incapacidade de estender totalmente os dedos, a contratura de Dupuytren pode estar presente.

Diagnóstico Diferencial

O especialista em mão também deve diferenciar a contratura de Dupuytren de outras condições que podem causar deformidades e rigidez nos dedos, como:

  • Tenossinovite estenosante (dedo em gatilho)
  • Doenças articulares como artrite reumatoide
  • Doenças neuromusculares que causam espasticidade ou contraturas

Imagem de uma mão com contratura de Dupuytren, mostrando os sinais típicos da doença, como flexão dos dedos e formação de nódulos na palma. A contratura de Dupuytren é uma condição ortopédica que afeta a fáscia palmar e pode ser tratada com cirurgia. Consultório especializado em cirurgia da mão em Concórdia, SC - Dr. Arthur Arantes

Contratura Dupuytren Médico Cirurgião Dr. Arthur Arantes especialista em Mão - Concórdia SC

Exames Complementares

Em geral, exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética não são necessários para o diagnóstico, pois a avaliação clínica é suficiente. No entanto, podem ser solicitados em casos atípicos ou quando há necessidade de excluir outras patologias.

Importância do Diagnóstico Precoce

Embora a contratura de Dupuytren seja uma doença lentamente progressiva, seu diagnóstico precoce permite um melhor planejamento terapêutico. Em estágios iniciais, pode ser possível retardar a evolução da doença com medidas conservadoras. Em casos avançados, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para restaurar a função da mão.

Se você apresenta sintomas sugestivos da contratura de Dupuytren, procure um especialista em cirurgia da mão para uma avaliação detalhada e um tratamento adequado. Se você está em Concórdia ou no Oeste de Santa Catarina, agende sua consulta com o Dr. Arthur Arantes, especialista em cirurgia da mão e microcirurgia.

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